APCM
APCM: um catálogo de erros
Falar sobre a APCM é falar sobre erros, a começar pelo próprio nome: Associação Anti-Pirataria Cinema e Música. Segundo a boa gramática, escreve-se "antipirataria" sem hífen. Logo, é pura superstição esperar que uma associação que não toma o devido cuidado de consultar um dicionário consiga enxergar com alguma clareza a atual necessidade de se repensar a indústria da cultura e entretenimento no Brasil.
A APCM foi criada em 2007 sob o pretexto de "unir" a ADEPI e APEDIF em uma única associação. A verdade, todavia, é que a ADEPI gozava de péssima reputação e credibilidade devido ao fracasso em perseguir sites de legendas; assim como fracassará sempre, dado que não é uma pessoa ou é um site que se está combatendo, e sim o hábito consolidado de milhares de pessoas.
Quem a APCM representa
Como toda associação "testa-de-ferro", a APCM tem suas atividades financiadas por empresas muito conhecidas e que não gostariam de ter sua marca associada a atitudes agressivas; daí delegarem esta parte para a APCM. Entre as empresas, encontram-se:
- Universal
- Warner Bros
- Sony/BMG
- Globo
- Disney
- Paramount Pictures
- 20th Century Fox
- UBV
Linha de atividade
1. Palestras e cursos sobre reconhecimento e combate de produtos piratas para autoridades e agentes públicos.
2. Recebe e encaminha denúncias sobre produção e comercialização de produtos piratas
3. Acompanha autoridades públicas em apreensões e, posteriormente, publica notícias transferindo os créditos de operações (por vezes policiais!) para si mesma
De um modo geral, a APCM é leal ao seu propósito: combater a todo custo a pirataria, mesmo que para isso precise extravasar no conceito do termo para ampliar sua área de atuação. E tudo fica exatamente no combate à pirataria; não há propostas consistentes nem desempenho de tarefas mais complexas para reordenar o comércio de entretenimento ou para diminuir o impacto causado pela venda de produtos piratas.
O combate à pirataria e ao trabalho informal
Ora, desta forma "combater" a pirataria acaba se tornando um negócio lucrativo, pois infratores há aos montes – pobres diabos pais de família que, sem estudo, são arrastados para o trabalho informal e se sujeiam a longas horas de trabalho debaixo do sol (leia-se vendedores ambulantes/camelôs). Persegui-los é fácil. Basta ganhar a simpatia de órgãos públicos, ir com eles até algum camelódromo e apreender mercadorias e pessoas. Depois o setor jurídico trata de processá-las:

Este é apenas um das centenas de casos envolvendo a atividade da APCM e demonstra claramente que a única preocupação da associação é processar criminalmente os infratores. Por que não destinar verbas para medidas educativas, dar cursos de aperfeiçoamento e alocar os "infratores" (em sua maioria pessoas que, dado seu baixo nível de intrução, acabam no comércio informal) no mercado de trabalho formal? A longo prazo, poderiam colher resultados positivos e demonstrar que o problema da pirataria é um problema socioeconômico, não criminal. Poderiam ser pioneiros de programas que o próprio Estado por bem decidisse adotar como política pública.
Mas, é claro, isto é de uma complexidade incompatível com a capacidade e os próprios objetivos desta associação: ela está mais preocupada em noticiar quantos miseráveis já conseguiu processar. Tudo o que eles fazem é uma estatística destas atrocidades para apresentá-las aos patrocinadores: "eis os resultados do nosso combate à pirataria. Agora, se pudermos falar sobre o aumento da verba ao combate...".
O combate à "pirataria" na internet
A APCM, como já visto, erra feio em suas atividades relacionadas à pirataria (aqui entendida como venda de produtos falsificados). Mas erram mais ainda ao dizer que todo o novo modelo de comércio de cultura e entretenimento que se forma na internet é "pirataria". Não é pirataria, é um grito por mudança!
Em uma atitude de oportunismo, a APCM vem denunciando/removendo links de músicas, filmes e séries de diversos sites e blogs. Às vesperas do show da Madonna no Brasil, divulgaram que retiraram um número recorde de links para as músicas dela da rede. Depois, almejando visibilidade, decidiu atacar a comunidade "Discografias", do Orkut [leia matéria completa].
O ex-Ministro da Cultura, Gilberto Gil, com propriedade, afirma que é preciso democratizar a cultura. Saiba o que ele e muita gente pensa sobre o assunto:
Combate à legendagem
O mais novo alvo da APCM são os sites de legendas, contrariando até o que disseram distribuídoras sobre não ser errado baixar séries na internet. Mas para a APCM, a lógica é bastante simples: se os sites fecham, as pessoas deixam de legendar. Sem legendas, o público esperará pacientemente meses ou anos até que as séries sejam lançadas no Brasil.
Apesar de irracional, esta parece ser a lógica que norteia as ações desta contraditória associação.
Proteste já!
Envie sua mensagem de repúdio à APCM
1. Pelo site
http://www.apcm.org.br/faleconosco.php
2. Por e-mail
Josiane Delfino
jdelfino@apcm.org.br
Rogério Navarro
navarro@apcm.org.br
Marcio Almeida
malmeida@apcm.org.br
Tiago Sayão de Aguiar
taguiar@apcm.org.br
3. Por telefone
Edner de Toledo Alves Bastos (quem enviou e-mails ao datacenter)
(11) 3061-1990 r: 244
Veja mais:
Queixa prestada à Softlayer, ex-datacenter do Legendas.tv
Pessoal, é só pane da minha net hoje (24/02) ou o legendas.tv saiu do ar novamente????????????
Distribuidores declaram que não é crime baixar seriados da internet
e isto é a voz de pessoas como Gilbero Gil, Elie Wahaba e Stefania Granito que defende isto.
CARAMBA. Crime é vender, tirar fins lucrativos com os conteudos com direitos autorais, ex: criar legenda e embutir nos filmes e comercializar.
O top 10 da fonte, é de animes... e nem por isto está fora de questão.
tanto que la é mencionado "24 horas" e o falado "Lost".
Abra sua mente meu caro. Deve ser somente você e algum outro infeliz que tenta defender ou tirar alguma tese neste seu ponto de vista sem sentido.
e sobre o seu amigo que monta um PC de 8.000 reias todo ano sorrindo, é pq ele está dentro de uma classe social acima de 80% da população do país os quais nao tem condições alguma nem de trocar de pc a cada 2 anos pagando seus 2.000 reais.
ainda vai você dizer se não tem grana pra pagar então tenha paciencia e espere ficar barato?
cara este seu fundamento é muito futil e vago.
Você e todos aqui é ciente da real posição financeira do nosso país.
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Salário Mínimo Brasileiro
MEDIDA PROVISÓRIA Nº 456, DE 30 DE JANEIRO DE 2009
Dispõe sobre o salário mínimo a partir de 1º de fevereiro de 2009
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei:
Art. 1o A partir de 1o de fevereiro de 2009, o salário mínimo será de R$ 465,00 (quatrocentos e sessenta e cinco reais).
Parágrafo único. Em virtude do disposto no caput, o valor diário do salário mínimo corresponderá a R$ 15,50 (quinze reais e cinqüenta centavos) e o valor horário, a R$ 2,11 (dois reais e onze centavos).
Art. 2o Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 3o Fica revogada, a partir de 1o de fevereiro de 2009, a Lei nº 11.709, de 19 de junho de 2008
Brasília, 30 de janeiro de 2009; 188º da Independência e 121º da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Guido Mantega
Carlos Lupi
Paulo Bernardo Silva
José Pimentel
Eu entendo os pirateiros, pois é infelismente, uma caracteristica do ser humano querer levar vantagem em tudo. Quando um estudio produz um filme, ele utiliza pessoas para isso, parece obvio, mas tem de ser dito que essas pessoas, e nao estou falando só de atores e diretores, mas também de mão de obra das mais diversas atividades, e não é só nos Estados Unidos, é em todo o mundo, inclusive no Brasil. Ora, se alguém trabalha não é por esporte, ele quer receber por isso, mas como receber se o estudio teve prejuizo entre o que foi gasto e oque se arrecadou? Se alguem tem o direito de baixar um filme sem pagar por isso, todos deveriam ter o mesmo direito, e se o mundo inteiro resolver baixar, do que exatamente sobreviverá a industria de cinema ? Alguém pode argumentar que a industria de cinema é poderosa, e é mesmo, por mérito, por trazer entretenimento as pessoas ha décadas, bem como a coca-cola tambem é, a nike, a industria farmaceutica, a industria automobilistica, etc, se conseguissem baixar um carro pela net ou um remedio, um tenis, ou uma coca lata, sem pagar nada por isso, do que exatamente essas empresas sobreviveriam ? Vivemos uma época em que a palavra "liberdade" parece ter justificativa em tudo, parece que ela dá direito ao cidadão de fazer oque quiser, a hora que quiser, do jeito que quiser. Mas temos que entender que liberdade caminha junto com responsabilidade que caminha junto com respeito. Respeito às leis, respeito as pessoas que trabalham nestas empresas e sustentam suas familias com seus salarios. Pirataria não é só roubo de direitos autorais, mas também de trabalho. Se dissermos que um camelô tem o direito de vender seu dvd pirata porque ele precisa sustentar sua familia, o que dizer para o trabalhador dessas empresas ? Se tivermos a liberdade de baixar um filme, temos que ter a liberdade de roubar um banco, um carro, um tenis, uma coca cola... e se fosse assim nâo existiria a sociedade em que vivemos. Mas ainda a "corrente do bem" é mais forte que a "corrente do mal".
Infelizmente é com "Z";
Característica, Óbvio e estúdio tem acento;
Vai estudar pra depois criticar viu!
Desculpem a nossa falha. :)
Gerson,
Seu comentário é um imenso non sequitur. Ninguém aqui está discutindo a necessidade dos profissionais serem remunerados, e sim o modelo de negócios da indústria de distribuição de entretenimento, que vinha há décadas abusando de um cartel, praticamente sem nenhuma melhoria nos serviços prestados (nem nos salários desses profissionais), apenas aumento de preços, até o surgimento da internet e do file sharing. Nos últimos anos vimos mais avanço na qualidade dos serviços prestados pelas distribuidoras do que vimos em décadas - outra distinção que precisa ser feita: quem produz não é necessariamente quem comercializa, e quase sempre não é mesmo. Mesmo se compararmos os produtos dos primeiros anos da era dos DVDs e os de agora, a diferença é notável. Antes DVDs vinham carecas de extras, extremamente mal produzidos - hoje, para se diferenciar do que está disponível via download, o produto comercial melhorou muito.
O objetivo não é que os profissionais não sejam remunerados - pelo contrário, é encontrar um modelo, como várias alternativas de modelos de assinatura, por exemplo, que retirem dinheiro do faturamento de um distribuidor que hoje é supérfluo ou, na melhor das hipóteses, tem menos custos de distribuição, e o direcionem para a produção desse material. Eu mesmo sou roteirista e terei em breve material meu circulando por aí, portanto não se trata de hipocrisia da minha parte - eu realmente acredito que todos teremos a ganhar com um serviço melhor prestado e que utilize a tecnologia que temos hoje.
Reduzir essa discução a questões puramente econômicas é desviar a atenção do verdadeiro problema. Como consumidores queremos produtos de melhor qualidade, por um preço justo e no tempo certo. Como produtores de conteúdo, queremos inverter essa equação na qual quem cria fica com os restos e quem distribui fica com os grandes lucros. Donwload digital a preços módicos, legalizado, é um grande concorrente para o download "ilegal" tanto de séries quanto de filmes, assim como livros e músicas. As distribuidoras perderiam no varejo mas ganhariam no atacado, e como teriam custos muito mais baixos, poderiam se dar ao luxo, desde que deixem de buscar os lucros exorbitantes de hoje, de oferecer esses preços módicos.
De uma certa forma, os verdadeiros piratas são as distribuidoras que praticamente escravizam seus artistas e vivem, aí sim, puramente da exploração do trabalho destes. As distribuidoras eram simplesmente um mal necessário. Como esse mal está se tornando supérfluo, sua fatia do bolo obviamente tenderá a diminuir na mesma medida. E é isso que elas estão tentando evitar.
E vale lembrar que enquanto o comércio via download certamente comeria uma parcela do mercado de DVDs e afins "de verdade", ele não eliminaria esse nicho tampouco - quem quizer o produto como ele é vendido hoje também continuará podendo comprá-lo dessa forma. O cinema continuará existindo, apesar de possivelmente diminuir em volume total de faturamento com ou sem o download digital (a TV de alta definição vai certamente tirar uma boa fatia desse mercado), provavelmente explorando cada vez mais a tecnologia de exibição em 3D que não encontramos nem na TV nem nos downloads ilegais. Livros em papel também continuarão existindo, ou CDs de música. E no final das contas os produtores de conteúdo continuariam ganhando a mesma coisa ou mais, mas alcançando mais pessoas.
Concordo em tudo o que você disse quanto às distribuidoras.
Nelson rodrigues dizia que toda unanimidade é burra, mas será que neste caso seria o inverso? Está errado o próprio consumidor estar decidindo o que quer assitir em vez de aceitar o que lhe impõe o “distribuidor”? Fala-se tanto em democracia mas pelo visto tem gente que gosta de remar contra a maré e achar o que é certo e errado, o que é ético e moral, o que é ilegal ou que não é. Sou a favor de opiniões como a de uma pessoa daqui que disse que verba de gabinete é legal, mas não é ético. Outro falou que passeatas contra a ditadura eram ilegais, mas o que seríamos hoje sem elas? Eu particularmente sou a favor de leis rígidas. Se a lei contra quem dirige bêbado não fosse rígida não vingava. Se a pirataria envolver tráfico de armas, drogas, prostituição, abuso de menores e escravidão, tem que haver rigidez. Se o cara pega as legendas e o filme e vende, tem que ser preso. Mas isso é uma outra história. Creio estarmos falando de uma tendência mundial que fatalmente irá dominar o mercado e a lei terá que ser mudada para se adaptar. Os artistas já estão se adaptando. Antigamente o artista fazia o show para promover o CD, e hoje é o contrário. Ele vive das apresentações e no novo modelo o artista tem a liberdade de jogar na rede e fazer seu sucesso ou fracasso por conta própria. Vejamos o exemplo da Mallu Magalhães. Alguma "mente brilhante" das distribuidoras apostaria numa menina brasileira de 15 anos de idade cantando e compondo música folk americana? Não gosto muito do estilo dela, mas não seria o fenômeno que é hoje se não fosse a liberdade da internet. Existem inúmeros outros casos no mundo todo.
O conteúdo cultural das distribuidoras parece ser decidido por pessoas alheias às artes. Não se preocupam muito com qualidade e o artista tem que provar que seu trabalho vai vender uma certa quantidade, senão tchau! Há preferência por ritmos consagrados em detrimento de outros novos que poderiam fazer sucesso. Estes dirigentes das distribuidoras estão presos ao passado e não têm criatividade para fugir da crise, quanto mais aproveitar o novo mercado e a tecnologia. Preferem lutar até seu último respiro. É como o cara que conserta videocassete querer impedir que todos comprem aparelhos de DVD.
Acho que devemos utilizar outros meios de distribuição das legendas enquanto alguns insistem em remar contra a maré e não morrem afogados. Dez ou quinze anos atrás o sinônimo de portabilidade era o Walkman da Sony. Hoje ninguém bate o iPod. Aliás, ninguém bate a Apple. Foram muito espertos ao perceberem o novo mercado com o iTtunes store (o iTunes ripa CD e deveriam sugerir processar a Apple por pirataria) e deram um soco na barriga de todos os concorrentes ao surpreender com seu iPhone. Não quero ser puxa-saco da Apple e só tenho um produto dela que é o iPod, mas é inegável o cuidado com que seus produtos são fabricados. E o carro-chefe é a interatividade e todos a copiam.
Será que a LG, a Samsung, a HTC merecem um processo de pirataria porque lançaram produtos com tela sensível ao multitoque ou porque lançaram softwares parecidíssimos com o da Apple? Será que quem critica está mandando seu comentário de seu iPhone, ou outro celular multitoque?
Será que a LG, a
Samsung, a Nokia merecem um processo de pirataria porque lançaram
produtos com tela sensível ao multitoque ou porque lançaram
softwares parecidíssimos com o da Apple? Será que quem critica está
mandando seu comentário de seu iPhone, ou outro celular multitoque?
Coloquei inúmeros cd's originais no meu mp3 player. Paguei por todos os direitos autorais, impostos, etc. E de acordo com o texto da lei sou pirata. Se eu baixar um álbum e não vendê-lo (como disponibilizaram o Nine Inch Nails, Radiohead, Tom Zé, até o U2 liberou algumas músicas), serei pirata? --
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--> Se fizer o mesmo com os
episódios de meu seriado favorito, serei ainda um pirata? Se fizer o mesmo com os episódios de minha série favorita ainda serei pirata? Até quando se os próprios donos da obra estão se adaptando?
É sempre bom ler seus comentários. Este poderia ser um novo comentário, já que não é uma resposta, nem uma referência explícita ao seu mas preferi dar continuidade às suas idéias. Elas acabam se afinando.
Existe um movimento (parte da mídia faz parte) para associar o que algumas pessoas fazem na internet com pirataria e pirataria com "coisas terríveis" que aconteceram, estão acontecendo e virão a acontecer. "Fechem as portas de casa que pode ter um pirata no seu jardim querendo copiar seu código genético". Como se os piratas pudesse ser os responsáveis pela própria desagregação da sociedade (aí eu exagerei, mas tudo bem, gostei desta).
Mas a questão do que é pirataria não está resolvida e o pano de fundo de todo este movimento é como vai ficar o copyright no século XXI. Eu descobri um texto muito bom e que levanta questões pertinentes sobre o assunto no endereço:
http://remixtures.com/2007/03/entre-obras-de-arte-e-redes-navegando-pela...
Só este texto mereceria um fórum individual por isto vou resistir à tentação de comentá-lo e até citá-lo, mas queria dizer, e aqui estou afinado com suas idéias que vc tem colocado nos comentários, que antes de ficarmos preocupados com a legalidade de algumas práticas poderíamos nos fazer as perguntas que o autor faz e refletir sobre o assunto. A interpretação puramente legalista é linear e não dá conta da multiplicidade de elementos que estão envolvidos na situação. Longe de querer colocar um ponto final no assunto eu acho que o debate deve esquentar. Se quiser a gente pode começar um novo comentário só sobre aquele texto, o que acha?
uma ideia para vcs... da proxima vez quando forem por o site no ar, use o linux... é de graça, tem maior segurança, da um toco no windows que é caro, e o grande detalhe, é de graça vcs naum enfrigem qualquer direitos autorais... kkkkkkk viu que interessante, o windows alem de ser caro, naum é seguro, aí vem o linux, da um toco no windows e é gratuito....moral da historia... interpletem como quiser... so sei que vcs tem que gastar mais dinheiro se naum quiserem ser pirateados... bestei ra isso ??? acho que naum ehn... tentei comprar uma coca-cola pirateada e naum consegui ....kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
eu sou usuaria e colaboradora do legendas.tv, já perdi horas de sono para traduzir alguns filmes para alegria de todos, eu na minha humilde sabedoria acho que pirataria ser ripar a legenda de um dvd comercial e disponibilizar para fiz lucrativos, o famoso copiar e colar, e não é o caso gente, pelo amor de deus que coisa absurda, quer dizer que as escolas de ingles que manda o aluno traduzir uma musica ela fere os direitos dos autores? não seria melhor esse retardados pensar em retiras todo o sistema que coloca os filmes e series no ar? aparti do momento que esta disponivel na net e usual e não comercial, é claro que tem animal que baixa o filme e a legenda , junta com um programinha e vende na banca por 5 reais ai esta o crime, nos somos a fonte assim como os que criam, não colaboramos com isso, fazemos pelo direito de ver antes de comprar, o que é meu caso, eu passei a baixar filmes da net, para ver antes de compra-los pois tenho umaa video locadora que no caso esta falindo não pela pirataria mais pelos preços abusivos das distribuidoras que vende um laçamento a 120 113 reais, quem é todo de locadora sabe que um dvd não dura as vezes 50 locações ou seja as vezes com 25 locações meu filme já era quem lucrou com isso? só a distribuidora e os piratas o locataria so se fo..d por que as distribuidoras não mostra previas dos filmes que ela querem vender, vc tem que advinhar se o filme é bom e se vai lucra com ele, e se não for vc arca com o preju, afinal ele vai vender o peixe dele e pronto se vai ser podre quando vc comer e problema seu ele nao devolve seu dinheiro. o erro comça sempre pelos grandes que só visa o lucro a todo custo, eu me sinto no direito de ver um filme antes de c compra-lo o uso comercial de produtos copiado e pirataria , ver algo e produzir algo na net não comercial e liberdade alguem ai ainda lembra o que isso significa?
Acho que você acaba de tocar no ponto da ferida Night. Vamos ver o que aconteceu com o Pony Express.
Para enviar sua correspondência pelos cavaleiros do Pony, o remetente pagava uma taxa e a operação toda envolvia multa gente e recursos, era dispendiosa e complicada. O destinatário receba a carta dias ou semanas depois. Era custoso para o remetente e demorado para o destinatário.
Com o telégrafo o remetente pagava bem menos, era simples e o destinatário recebia a mensagem em instantes. Era barato para o remetente e rápido para o destinatário.
Aí eu concordo que a concorrência levou ao fim o Pony Express. A concorrencia sadia dos dois modelos provou qual era o melhor. Mas vamos ver o que acontece hoje com a pirataria (pode substituir remetente e destinatário por outros atores ;)).
O sujeito gasta um dinheirão para mandar a carta pelo Pony Express, mas assim que o carteiro sobe no cavalo, vem algum apressado e rouba suas cartas, faz uma cópia, devolve (para que elas afinal de contas cheguem) e passa por telégrafo uma carta que era pessoal, para vários destinatários. Sacou a diferença?
Eu acho que alguém vai ver esse filão e vai saber aproveita-lo. Quando isso acontecer, nós vamos ter essa situação de concorrência em que um modelo deve se mostrar melhor e mais eficiente. Mas enquanto isso, o que as pessoas fazem nada mais é do que ROUBAR O CARTEIRO.
Cadê o "telégrafo" oficial dando certo? Muitas empresas e serviços de VOD já surgiram e viraram areia. Eu digo que ainda não está na hora.
Amigo,
Sua comparação não procede por conta de diversas diferenças entre os modelos, que eu vou demonstrar continuando com a comparação:
- No modelo atual os donos dos direitos e os distribuidores de conteúdo (na sua metáfora o remetente e a Pony Express) comumente se misturam em um único agente, numa anomalia que é fruto justamente do abuso do modelo que as distribuidoras de hoje tentam manter funcionando por aparelhos. Para que os verdadeiros produtores de conteúdo tivessem esse conteúdo distribuído ao seu público, tinham muitas vezes que abrir mão dos seus direitos, ou seja, o "remetente" deixava de ser dono da "carta", e a Pony tem o direito de mandá-la para quem bem entender e no tempo em que bem entender - quem decide quem é o destinatário é a Pony, e a carta já deixou de ser "pessoal" no momento em que lhe foi entregue.
- No modelo atual quem paga pela remessa é o destinatário, e não o rementente. E o "ladrão" que você menciona ninguém mais é que alguem contratado pelo próprio destinatário que, cansado da demora e dos preços abusivos da Pony, encontrou um meio de receber a carta com mais rapidez, eficiência, e a custos mais baixos (de graça não é, porque ainda há que se arcar com o "telégrafo", ou a internet e os computadores).
- No modelo atual, como a Pony também é dona do conteúdo, os remetentes não estão livres para decidirem mudar de distribuidora quando quiserem, e esse também é um dos motivos pelo qual um "telégrafo oficial", para usar o termo adotado por você, não consegue se alavancar - como uma empresa desse tipo precisa de conteúdo para distribuir, e os proprietários desse conteúdo são justamente aqueles que não tem nenhum interesse em ver essas empresas progredirem, o cenário que ocorreu no passado, com o telégrafo substituindo a Pony, só se torna possível se a posição de poder abusivo da Pony de hoje for minada. Como já mencionei, há diversas alternativas de modelos, bastante interessantes, que ficam apenas no papel por falta de incentivo da Pony, que está feliz com como as coisas estão, obrigado - aliás, é a única que está realmente contente, salvo alguns poucos remetentes que conseguem tirar dinheiro da Pony porque são famosos e desta forma fruto de faturamento para ela, enquanto a maioria dos remetentes e destinatários precisam se submeter a ela por falta de alternativa - até agora.
Portanto, minha posição continua sólida: o movimento de file-sharing é uma força subversiva, sim, mas a única com poder para forçar a "Pony Express" de hoje a mudar ou sair do mercado. Sem esse movimento, não há nenhuma pressão para que o modelo atual mude e para que tanto os consumidores quanto a maioria dos criadores de conteúdo deixem de ficar completamente à mercê das distribuidoras. E se ainda não há um modelo sólido em execução, a culpa não é de quem faz file-sharing, mas de quem luta com todas as forças, que não são poucas, para impedir que esse modelo surja, a Pony, porque aí ela nunca mais conseguirá usufruir do poder que tem hoje. Por isso não peço desculpas pela "pirataria", como esse movimento é rotulado, nem me preocupo em demonstrar que não seja - ele é legítimo independentemente de ser legal ou não, assim como uma revolta popular contra uma ditadura é legítima mesmo que seja, invariavelmente e por motivos óbvios, contra a lei.
AQUI NO BRASIL É ASSIM MESMO... O RICO QUER FICAR CADA VEZ MAS RICO, NEM QUE ISTO CUSTE MUITO DINHEIRO, CHEGANDO AO PONTO DE CRIAR ATÉ UMA ASSOSSIAÇÃO COMO ESTA DA ACPM. INVESTIR EM EDUCAÇÃO NINGUEM QUER NAUM NÉ ?! CLARO QUE NAUM, POR ACASO EDUCAÇÃO DA DINHEIRO. OLHA A VIAGEM.......
"" UM DONO DE UM BLOG NA INTERNET FOI PROCESSADO POR VIOLAÇOES DE DIREITOS AUTORAIS E FOI LHE TIRADO TUDO O QUE ELE TINHA CONSTRUIDO. SEM TER COMO VOLTAR PARA ESSE RAMO, JA QUE AS CONDIÇOES FINANCEIRAS ERAM BAIXAS, TENTOU O EMPREGO EM OUTRA A ÁREA MAS NADA ENCONTROU JA QUE SUAS EXPERIENCIAS NAUM SE ENCAIXAVAM. ENTAUM PARA SUSTENTAR SEUS 4 FILHOS PARTIU PARA O CRIME.
NUM DIA ENTROU EM UMA MANSÃO, E ROUBOU QUASE TUDO E NA SAIDA O DONO DA CASA CHEGA EM CASA E SE DEPARA COM O BANDIDO. O DONO DA CASA PARECIA O CONHECER E PARA TER CERTEZA FEZ A PERGUNTA:
- VC NAUM ERA O DONO DE UM BLOG QUE NÓS DA ACPM TIRAMOS DO AR NO ANO PASSADO ??
- ERA EU SIM MANO, SO QUE AGORA EU TO ROBANDO, CERTO !!?? E COIENCIDENTEMENTE TO ROUBANDO VOCE !!!!
HAHAHAHAHAHA, QUE DA HORA QUE SERIA ISSO !!!!
Boa noite,
Citarei meu exemplo pois, sinto-me ofendido por ser chamado de pirata e de estar lesando os direitos de alguém.
Como cinéfilo que sou, em 2003 consegui atingir um acervo doméstico de 700 filmes(todos originais), uma vez que havia adquirido o meu 1º aparelho de DVD/LD em viagem ao exterior em janeiro de 1997. Aos poucos no mercado brasileiro foram sendo lançados títulos durante os anos de 1998, 1999, 2000, 2001. Os títulos eram facilmente encontrados em grandes lojas de magazines e até em super mercados por todo o país a preços de até R$ 35,00(já considerados caros à época). Com a explosão de vendas dos dvd's, em 2002 qual não foi a surpresa para todos, quando as distribuidoras que detinham o monopólio de filmes, para atender o mercado das video locadoras, pois até então não valia a pena aos proprietários das mesmas comprarem os DVD's e locarem pois não poderiam aplicar nos DVD's o aluguel praticado com as fitas em VHS.
Exemplo: lançamento em VHS - de R$ 75,00 a R$ 110,00
lançamento em DVD - facilmente adquirido de R$ 30,00 a R$ 35,00 até 2001.
A partir de então todos os lançamentos de DVD's no país eram exclusivos das video locadoras pela bagatela de R$ 70,00 a R$ 90,00, encerrando ali a possibilidade de continuidade do meu acervo pessoal, a não ser que, após 1 ano do lançamento do título interessado, o mesmo era disponibilizado nas prateleiras ao módico preço de R$ 50,00 o citado lançamento com mais de 1 ano de atraso.
Sou profissional liberal, tenho TV por assinatura(R$140,00/mês), tenho banda larga(R$ 250,00/mês), que somadas dão praticamente 1 salário mínimo por mês.
E pelo fato de fazer downloads de filmes e seriados para meu entretenimento, no interior de minha casa, sem estar tendo qualquer lucro por isso, sou chamado de "PIRATA".
Nota-se que a partir do momento que a "WWW" passou a interessar lucrativamente às grandes empresas, detentoras de marcas e patentes, estas estão tentando impor regras onde não há. Esqueceram que a internet é LIVRE e que o tráfego só é censurado quando aquele que o procura se nega a abrir. Explico: se não me interessam sites ou materiais que fale sobre pornografia, então isso é automaticamente censurado para mim. O que as "grades detentoras" não entenderam é que a regra que interessa economicamente a elas, pode não interessar as outras milhoes de pessoas que estão on-line pelo mundo.
Então, não aceito ser chamado de "PIRATA" ou mesmo criminoso por efetuar um download de algo que está disponível na "REDE MUNDIAL DE COMPUTADORES", onde não não estou obtendo nenhum lucro com o trabalho desenvolvido por alguém.
Prezado "Amigo".
Tenhamos claro que discordamos em um ponto fundamental: quanto ao status das legendas.
Você pensa que são ilegais e eu penso que são legais. Não seria produtivo eu ficar falando, de um lado, que são legais e você, do outro, que são ilegais. Muito já foi escrito nestes fóruns, inclusive com citação de leis e tudo o mais.
Você afirmou que discorda da maneira como as pessoas estão querendo realizar esta mudança.
Permita-me discordar.
A mudança já ocorreu. Esta imensa rede, chamada internet, já estendeu seus rizomas por todo o planeta. E com ela surgiram novos agentes/atores, que estabelceram novos olhares, novas sensibilidades, novas formas de agir/interagir.
Se alguém está tentando promover uma mudança que merece nossa atenção, são as grandes empresas, representadas por seu braço forte, no sentido de "forjar" e "disciplinar" comportamentos nesta rede, porém agindo de forma arbitrária neste contexto. É um movimento que visa restabelecer o mundo (aparentemente) bem ordenado do século XX.
Vejamos o exemplo de Galileu Galilei:
Desde a antiguidade pensava-se que a velocidade de um corpo em queda livre era proporcional à massa. Esta era a idéia de Aristóteles. No século XVI, depois de superar inumeras dificuldades com inexistência de instrumentos de medição do tempo em minutos e segundos, Galileu chegou a conclusão de que a velocidade não era proporcional à massa. Ele chamou seus colegas pesquisadores à Torre de Pisa e jogou dois objetos, com massas diferentes, e eles cairam à mesma velocidade, e por consequência chegaram ao mesmo tempo no chão. Seus colegas pesquisadores não aceitaram, e note que um experimento para o físico é algo muito importante. Eles não quiseram aceitar pois estas idéias colocavam em xeque o mundo bem ordenado que eles conheciam.
Galileu também foi um visionário, no sentido de que suas idéais eram extravagantes (ver Houaiss). E Cito o Houaiss, para esclarecer o que é extravagante: "que está fora do uso geral, habitual ou comum; estranho, excêntrico". Suas idéias eram extravagantes, Galileu não estava na média, e o que não está na média, não é mediocre. As idéias de Galileu eram estranhas à cosmologia aceita e legitamada do século XVI. Neste sentido chamar alguém de visionário não é uma ofensa. É até um elogio. Penso que se você quer ofender alguém, deveria chamá-lo de retrógrado ou mente do século XX. Seria muito mais elegante.
Repare que a História está repleta de pessoas que tinham idéias estranhas, mas que depois foram corroboradas e aceitas como verdades (ainda que provisórias).
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OS VISIONÁRIOS SÃO PESSOAS CAPAZES DE ENCHERGAR UM POUCO ALÉM DOS PRÓPRIOS UMBIGOS.
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Talvez o que falte sejam pesquisas sobre este fenômeno chamado internet. Não para saber da legalidade ou ilegalidade de algo. Seria muito superficial. Mas conhecimento histórico, sociológico, antropológico, que permitisse uma ampliação da compreensão de sua gênese, de suas particularidades, de seus agentes e das novas sensibilidades instituidas com seu advento.
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"O que é conhecido sempre parece sistemático, provado, aplicável e evidente para aquele que conhece. Da mesma forma, todo o sistema alheio de conhecimento sempre parece contraditório, não provado, inaplicável, irreal ou místico." FLECK, citado por Peter Burke em "Uma História Social do Conhecimento".
Epa, mas a palavra "visionário" não foi uma ofensa a nenhum de vocês dois, compreendo o significado da palavra e você pode até ver que concordei que o modelo defendido por vocês pode ser mesmo o utilizado daqui a algum tempo.
Entenda que não sou contra mudanças, e sim alguns argumentos que são geralmente utilizados como o de que a pirataria no final das contas aumenta a receita das empresas. No caso de produções independentes ou pessoas que buscam notoriedade pode até funcionar nos dias atuais (e esses apesar de tudo e do crédito dado à internet para a velha propaganda boca-a-boca, são a minoria), mas não é o caso de quem ainda depende do modelo tradicional. Segundo os dados oficiais da ANCINE, apesar do visível aumento do número de salas de cinema e do crescimento populacional, desde 2004 o número de espectadores não para de cair.
Quanto ao "fenômeno internet", faço parte dele desde antes de seu uso residencial no Brasil. Acompanho há bastante tempo as mudanças tanto na rede quanto as causadas por ela. Por exemplo, acompanhei o "nascimento" do formato mp3 e há mais de 13 anos escuto o anúncio do falecimento da indústria fonográfica. Outra coisa que estou tentando apontar é o imediatismo. As coisas devem acontecer, mas devemos também ter paciência, nem cruzar os braços nem sair às armas.
Prezados NightHiker, Amigo, e comunidade,
"Amigo" você apresenta dados mostrando que o público dos cinemas tem caído; até aí tudo bem.
Mas sugerir que o público dos cinemas tem caído porque as pessoas baixam os filmes e assistem em casa é uma conclusão muito apressada.
Vejamos:
1) As pessoas não vão ao cinema somente para assistir filmes, vão para se socializar, encontrar outras pessoas, conversar, talvez paquerar. Com a popularização da internet, muitos passaram a se utilizar de sites de relacionamento e de comunicadores como o MSN, que é uma nova forma de socialização. Com a popularização dos telefones celulares, as pessoas trocam textos e imagens instantaneamente, o que também é uma forma de socialização. São concorrentes de peso em relação ao tópico "socialização".
Portanto sugiro o cruzamento dos dados relativos à queda do público dos cinemas com o crescimento do uso de sites de relacionamento, MSN e celulares.
2) As pessoas podem ir ao cinema porque a qualidade do áudio e do vídeo são excelentes.
Mas o custo dos televisores de 29 polegadas ou mais e até dos televisores LCD tem caído rapidamente, o que permite a um número maior de pessoas acesso a estes bens. O mesmo raciocício vale para os aparelhos reprodutores de DVD. Além disto o número de pessoas comprando pacotes de tv paga também aumentou.
O lazer associado à qualidade de áudio e vídeo entrou na casa das pessoas. São fortes concorrentes do cinema.
Portanto sugiro o cruzamento dos dados relativos à queda do público nos cinemas com os dados relativos aos aparelhos de tv e dvd nos domicílios, e também com os dados de pessoas que já tem tv paga.
3) As pessoas podem ir ao cinema porque é a estréia de um filme.
Nem todos fazem questão de ir na estréia, até porque o número de estímulos e opções associados ao lazer já invadiu a vida das pessoas, a casa das pessoas, o que dificulta manter o foco em uma determinada atividade, como ir em uma estréia. E além disto, várias vezes eu ouvi pessoas dizendo: "Tá passando no cinema, mas logo chega na tv a cabo ou na locadora."
A situação é mais complexa do que parece. Eu só explicitei.
Caro Amigo,
" As coisas devem acontecer, mas devemos também ter paciência, nem cruzar os braços nem sair às armas."
Paciência o consumidor teve desde sempre, enquanto estava preso ao monopólio da distribuição das grandes distribuidoras. Sua insistência na argumentação de que esse novo poder que está nas nossas mãos deveria ser ignorado como ferramenta de pressão beira a ingenuidade. Quando o telégrafo apareceu, certamente a Poney Express e seus rivais da época começaram a ver seus negócios indo por água abaixo, mas por mais tivessem estrebuchado, a tecnologia não iria se espalhar mais vagarosamente só para proteger os interesses de quem já estava estabelecido. É por isso que tratamos isso como uma quebra de paradigma. A questão é que o modelo de hoje se tornou ineficiente, e além disso, perdeu a capacidade de se impor. Quando um modelo ao mesmo tempo é ruim e não tem como se manter, não há o que se possa fazer a não ser descartá-lo antes que seja tarde. Se há perigo de algum colapso na produção e distribuição de conteúdo por conta do aparecimento da internet e do file sharing, este se deve à insistência das empresas estabelecidas em ignorar ou tentar minar esse novo veículo. Se em vez da miopia e da ganância houvesse o entendimento que esse movimento veio para ficar, teriam se mexido muito mais rápido e essa transição talvez já estivesse se finalizando.
Além disso, você fala em paciência como se ela por si só fosse uma ferramenta de mudança. Submissão não nunca será uma ferramenta de mudança. Não vi da sua parte uma sugestão de alternativa viável para alterar o modelo que existe hoje, que não seja o file sharing. Sua única sugestão é que as pessoas deveriam se contentar como as coisas são e pronto, mais uma vez, deixando de lado o fato de que se as pessaos simplesmente "esperarem" ou "forem pacientes" essa situação nunca mudará e as grandes distribuidoras continuarão explorando os consumidores.
Mais do que ilegal, esse movimento possui a legitimidade da desobediência civil - o consumidor tomando as rédeas e deixando bastante claro que o modelo de hoje precisa mudar, e que se as distribuidoras não o fizerem, nós o faremos por ela. E se, no final das contas, houver prejuízo para quem cria conteúdo (eu, aliás, me encontro nesse grupo), a responsabilidade é de quem hoje abusa do modelo, e não dos consumidores que lutam por algo melhor.
Por acaso sou pirata, mas de Portugal. Faço download das series Heroes e Smallville. Não vejo qual é o problema, pois vão passar em canal aberto. A 3ª temporada de Heroes em Dezembro de 2009 e a 8ª de Smallville em 2011. Estas series costuma dar aos Sabados e Domingos á tarde, enquanto as mais "sérias", tipo CSI e Dexter passam por volta das 01:00 h, hora em que já devia estar no 3º sono. Até as podia ver na TV Espanhola uns meses mais cedo, mas não gosto de ver o Clark Kent a falar com um sotaque á Julio Igllesias. Existe aqui uma coisa chamada TV Cabo, mas só para quem mora em ALGUMAS cidades, ou seja, onde chega a porcaria do cabo. Tambem existe TV por linha telefonica, mas só onde chegam 8mb de downstream. Porcaria, aqui apanho 4mb e mal. O que faço eu então? O que muita gente faz e mas ninguem diz: faço download ilegal de filmes. Não tenho desculpa, eu sei que é ilegal, mas a tentação é muita. Acho que a unica maneira de deixar de sacar mesmo é se fecharem os sites de torrents, servidores de emule e afins. O que seria muito chato, pois os as empresas que fornecem os serviços de internet iam perder milhões de euros, pois pra ver o e-mail e estar no msn, qualquer ligação de 512 Kpbs com 1 gb de trafego chega. Para muita gente bastava ir a um Cyber Café uma vez por semana ou nem isso. Se as os ISP's foram gradualmente aumentando o trafego internacional, até o tornar ilimitado, não foi certamente por causa de receber mails ou estar horas nos chats. Uma pessoa que tem uma casa aberta ao publico tem que pagar uma taxa á Sociedade Protectora dos Autores, para poder passar musica (rádio e cd) e ter televisão. Paga o dono do establecimento, mas tambem o cliente que o frequenta. Porque não criar um sistema parecido para o conteudo audiovisual existente baixado da internet? Sites legais onde os artistas/produtoras receberiam pelo materail baixado. Essa taxa seria paga pelos internautas e pelos ISP,s. Provavelmente tornaria o serviço um pouco mais caro, mas a liberdade não tem preço.
Aos dois visionários amigos abaixo (mar e NightHiker),
Concordo que talvez essa seja a tendência e que talvez algum dia esse venha a ser o modelo adotado, mas discordo na maneira com que as pessoas estão querendo realizar essa mudança. O Michael Moore pode até ter autorizado a distribuição do material dele, mas a grande maioria das empresas ainda investem pesado em marketing e outros esforços, e não autorizam. A concorrência e o efeito nos dois casos só poderia ser medido se as pessoas respeitassem a escolha do autor em distribuir ou não. Com o tempo um dos dois modelos se tornaria o mais usual. Da maneira que acontece hoje em dia, TODOS os filmes e séries são pirateados, até os fracassos. Mas pela sua lógica se foram pirateados, porque não viraram hits e sucessos instantâneos? Talvez vocês estejam dando muito crédito a uma coisa não mensurável.
Por quanto deve estar saindo o "tour" da família Cruise para salvar o novo filme dele? Por que não escolheram "soltar na rede" que é mais (segundo vocês) rentável e eficiente? Porque essa é a modalidade de negócios que ainda é adotada no mundo todo. A maior parte das produções ainda dependem de propaganda, bilheteria, royalties... Não podemos simplesmente "forçar" mudanças na economia global. Ou o que é pior, o que acontece por aqui, se isentar de culpa e achar que faz um favor às grandes empresas ao distribuir ilegalmente. Piada.
Tem muita gente "exigindo" coisas pra lá supérfluas sim e que não acrescentam em nada. Se estivessem reclamando por algo necessário, e que se fosse esse "caso de governo" como alguns colocam, tenho certeza já teríamos o apoio das autoridades e não essa perseguição.
Por falar nisso, já se esqueceram que o nosso governo também é "pirata" quando precisa? No caso da saúde por exemplo (saúde é uma coisa essencial não acham?), nós demos uma banana aos grandes laboratórios, pirateamos as fórmulas de diversos medicamentos e chamamos de "genéricos". Hoje em dia ironicamente chamamos DVD pirata de "genérico", não é engraçado? Digo isso porque estão colocando toda essa "informação cultural" que são as séries, músicas e filmes como se fossem itens de necessidade. Não é assim. Ninguém "precisa" ver esse ou aquele filme ou série ou vai morrer de tédio até que passem aqui. Nenhuma mulher "tem que ter" uma Louis Vuitton. Já imaginou se isso vira caso de governo também? Vamos ter uma enxurrada de bolsas genéricas...
Eu entendo o ponto de vista de vocês, mas para quem me chamou de inquisidor, prefiro esse título a me iludir achando que meus esforços ilegais são para um "bem maior". Se é assim tão importante para vocês, existem outras formas mais eficientes, rápidas e inteligentes de mudar as leis. Entre em contato com o seu representante no governo por exemplo, hoje em dia acho que você pode até mandar sua sugestão por email ou preencher um formulário no site do senado.
E é isso. Se fosse algo realmente tão absurdo, desigual, indispensável, necessário... Vocês não acham que o nosso atual governo populista já não tinha criado o bolsa pirataria? Quem está reclamando pode ter certeza que não tem motivo NENHUM para tal.
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"Se é assim tão importante para vocês, existem outras formas mais eficientes, rápidas e inteligentes de mudar as leis. Entre em contato com o seu representante no governo por exemplo, hoje em dia acho que você pode até mandar sua sugestão por email ou preencher um formulário no site do senado."
Haha. Depois nós é que somos os "visionários". Não. A forma mais rápida e eficiente é justamente essa - utilizar o poder que nos foi oferecido. Ninguém é "bonzinho" - as distribuidoras certamente não são, está na hora dos consumidores deixarem de sê-lo. É ilegal? Ótimo - quero ver prenderem todo mundo. Se eu tiver que apostar, certamente irei apostar na eventual derrota do intermediário, esse sim cada vez mais supérfluo e parasita, pelo menos da forma como opera hoje.
Foi mal, esqueci das tags [sarcasmo]...[/sarcasmo].
Você já citou esse "intermediário"... Você não está querendo acabar com o comércio e transporte e fazer com que o consumidor tenha acesso à produção não é mesmo? Por que também não acabar com os bancos e todo o sistema financeiro? Estaríamos melhor sem o dinheiro, isso eu garanto.
Caro "Amigo",
Só eu posso escrever por mim, então prefiro que não coloque palavras nos meus dedos.
Sua argumentação se restringe a três elementos:
1 - "Tais cópias são ilegais, então são erradas".
Tal afirmação se sustenta numa ilegalidade arbitrária, sendo que não se sabe, na verdade, se essa ilegalidade traz realmente prejuízo econômico - as vendas continuam caminhando bem, obrigado. Num processo de transição como o que está ocorrendo, as leis quase sempre se demonstram inadequadas, e só depois de um novo equilíbrio ser alcançado elas poderão se solidificar, até a próxima quebra de paradigma.
2 - "Se as pessoas não podem ter acesso a cultura por questões econômicas, isso é problema delas".
Não há muito o que dizer com relação a isso, a não ser que você muito provavelmente não teria o mesmo ponto de vista se estivesse do outro lado da equação - conflitos de interesses não nos trazem isenção suficiente para decidir isso.
3 - "Cultura é algo supérfluo, de qualquer forma, então estão reclamando por nada".
Vale lembrar que essa discussão não trata apenas de downloads de seriados "água-com-açúcar", mas acesso a cultura em geral, incluindo livros, documentários, etc. Cultura que pode se considerar essencial para a formação de um povo com condições de decidir sobre o seu futuro político, sobre questões éticas e científicas, etc. Não podemos tomar apenas uma parcela dessa discussão como sendo o todo.
Quando você diz que gostaria de ter um carro importado, mas não vai adquirir um ilegalmente só por causa disso, está cometendo a falácia do declive escorregadio. Primeiro, está presumindo que a diferença entre ter um carro importado e um carro nacional é a mesma que a diferença entre ter acesso a cultura e não ter. Claramente, tal comparação não se sustenta. Um carro importado é claramente supérfluo, enquanto cultura não é, por mais que você queira afirmar que sim do alto da sua coleção de DVDs originais.
E a discussão vai muito além de questões econômicas. O que dizer de cópias para download de obras, sejam filmes, livros ou músicas, que não são de domínio público mas também não são mais comercializadas, muitas vezes por desinteresse dos detentores dos direitos? Obviamente não existe prejuízo econômico aí.
Você diz que não concorda com o meio como as pessoas estão querendo realizar essa mudança de paradigma. Obviamente não lhe interessa apontar para o fato de que tal mudança NUNCA ocorreria se dependesse da vontade de quem hoje domina o mercado, que usufrui de um cartel de fato, sendo que até mesmo artistas há muito se queixam de das práticas destes. Qualquer mudança num cenário desses, por definição, teria que vir de práticas ditas "subversivas" e à revelia desse cartel - mudanças não irão ocorrer a não ser que sejam empurradas guela abaixo de quem explora, aí sim, o poder econômico do qual dispõe, na hora de decidir que obras ou artistas receberão que divulgação ou distribuição e como.
Falando francamente, as únicas pessoas que parecem realmente se incomodar com a prática do file sharing são aquelas que já ganham dinheiro suficiente com suas atividades, mas não tanto quanto poderiam ganhar se mantivessem o monopólio sobre a distribuição dos bens intelectuais que comercializam. Artistas e autores pequenos e médios têm em sua maioria abraçado a prática, e tirado benefícios dela.
Não se trata, como no espantalho que você montou, de partir para a ilegalidade em prol de um "bem maior". Trata-se simplesmente de utilizar um poder recém-conquistado para fazer valer nosso desejo por um novo modelo de negócios para a distribuição de cultura. Assim como você defende sua posição por conta do poder que a "lei" e o seu comodismo lhe outorgam, nós usamos o poder que temos disponível do nosso lado. Salvo questões éticas indiscutíveis, que pouco ou nada têm de arbitrárias, normalmente o "criminoso" não passa daquele que tem interesses diferentes de quem está no poder, sem relação com o quão legítimos ou nefastos são tais interesses dos dois lados.
Para a infelicidade dos intermediários que até há pouco exploravam o poder que detinham, essa mudança veio para ficar, e por mais que você e outros chiem, é a eles que cabe mudar ou simplesmente desaparecer, chorem o quanto chorarem.
Mas Night, assim como você não gostou de eu ter posto palavras nos seus dedos (estava respondendo duas pessoas, talvez tenha generalizado, desculpe), eu também não sou "contra" as pessoas de baixa renda ou à cultura como você sugere. Hoje em dia estou na clase média-média (ou media, sei la cairam os acentos todos), mas já estive na média-alta e na classe baixa também. Sei sim o que é estar "do outro lado da equação", mas deixe-me dizer o seguinte, nunca deixei de ler um livro ou de assistir um documentário que eu quisesse. Existem bibliotecas, museus e diversas opções culturais por aí. Não disse que cultura era supérflua e sim o material protegido pelos estúdios, que estava erroneamente categorizado como "informação cultural". Claro que uma série, por exemplo, sobre hábitos de crianças mimadas de Manhattan faz parte de uma cultura, mas baixar essa série nada mais é do que um capricho. Não é busca de cultura ou conhecimento. Sim, como cinéfilo, minha coleção de DVDs é um capricho, assim como a coleção de selos de um filatelista.
Você deve saber muito bem que isso não é cultura. Hoje em dia com enciclopédias online e todo esse conhecimento na rede existe realmente uma miríade de possibilidades para quem anseja conhecimento e diversidade cultural (comecei até a aprender japonês), e tudo isso gratuitamente. Sua energia não deveria estar voltada em disponibilizar o material que hoje está protegido por leis de direito autoral, mas sim tornar o acesso à cultura mais viável a todos (não é esse o seu ponto?). Acho que grande parte do "conhecimento" e "cultura" no sentido real da palavra já estão aí disponíveis e legalmente ;).
Como eu disse antes, isso é só um capricho. Mesmo gostando tanto de filmes e séries quanto a maioria aqui, me recuso a crer que alguém ache que REALMENTE precisemos deles (para qualquer coisa, viver, ficar mais antenados nas fofocas do dia seguinte, apreder coisas novas...). Ou que não possamos esperar alguns meses!?! Até agora ponto crucial, por que não esperar?
Outra coisa interessante é que apesar de defender veementemente esse novo modelo, poucos demonstram o discernimento de aplicá-lo exatamente como o descrevem, como uma maneira "diferente" de gerar lucro para as empresas ao simplesmente testar o produto antes. O que vejo por aí é muita gente confessando que desistiu de TV a cabo e investiu em banda larga, que desde que descobriu a internet não vai ao cinema, nunca comprou DVD original, e por aí vai... Onde está mesmo esse novo modelo? É só dar uma passada no site da ANCINE que é fácil ver que o crescimento em cinema despencou de 2004 pra cá. Quanto mais o brasileiro tem internet, menos vai ao cinema. E as séries que geraram tamto lucro? No site da ANCINE 2008 teve números menores que 2007.
Quanto à questão de "obras esgotadas", também vejo muita gente que passou a graduação inteira sem um livro original sequer. A desculpa do livro esgotado não pode estar correta, como eu consigo achar vários exemplares, tanto originais quanto de segunda mão? O preço de um livro no sebo pode ser até menor que o de uma xerox. Isso se chama preguiça e comodismo. É muito raro aliás NÃO se conseguir um exemplar de determinada obra, nem que seja em bibliotecas ou sebos de outros estados. Quem procura acha. Além disso, é muito raro "se perder" algum conhecimento, ainda mais como você afirma os com valor cultural. Talvez você não consiga mais por exemplo comprar os filmes da Carmem Miranda, mas existem sessões diárias na FUNARJ.
Não é para "preservar a cultura" ou "iniciar a propagação de uma cultura" que as pessoas procuram baixar pela internet, sejamos francos, é para "economizar". Como eu disse antes economizar com um capricho e dessa forma (agora você pode me chamar de moralista, religioso não) caindo logo em dois dos pecados capitais, a inveja e a gula por querer ter a série, o filme, o livro pelo qual não pode pagar.
Caro Amigo,
Talvez a grande diferença entre nossos pontos de vista esteja aqui:
"Quem procura acha. Além disso, é muito raro "se perder" algum conhecimento, ainda mais como você afirma os com valor cultural."
Talvez seja verdade que, pelo menos na maior parte do tempo, alguém possa realmente encontrar algum item raro (ainda há situações em que continuo defendendo que é simplesmente impossível). Mas a que custo? Será o custo de ter que gastar com viagens procurando por sebos ou importação e impostos é um custo justo? Em muitos casos, penso que não. É aí que entra o nosso novo poder de barganha - para conseguir meios de tornar esse custo mais justo. E em muitos casos, até mesmo sem qualquer prejuízo para o autor/detentor de direitos, apesar de também não gerar mais receita tampouco. Digamos que meu ponto de vista é que quando a soma é zero em termos de ganho/benefício financeiro, o acesso a qualquer material deveria ser permitido. Ninguém realmente perde, pois deixar de ganhar o que já não ganharia não é perda, mas muitos podem ganhar. É dessa democratização da cultura que falo e da qual faço ideal.
Quanto à questão do intermediário, mais uma vez montas um espantalho do meu argumento. O intermediário sempre será necessário apenas na medida em que ele agrega algum valor à transação. Antes da existência dos downloads, as distribuidoras exerciam um trabalho essencial. Entretanto, abusaram do caráter essencial de sua intermediação sem dó nem piedade. Não é de se surpreender que quando eles se tornassem em grande parte supérfluos, pouca simpatia seria direcionada a eles. E assim continuará sendo - se a indústria encontrar uma maneira de aumentar o valor da sua contribuição nessa transação, pode ter certeza que não deixará de existir, mas se continuarem se preocupando quase exclusivamente em evitar o inevitável em vez de explorar novas possibilidades, acabarão extintas como os dinossauros.
No caso de música, por exemplo, a EEF ofereceu uma ótima sugestão à indústria fonográfica: o modelo de assinatura mensal. Quantas das pessoas que hoje fazem download não prefeririam pagar, digamos, uma taxa de dez reais mensais pelo direito de ouvir as músicas que desejarem o quanto desejarem, com garantia de qualidade e sem encheções legais? Os artistas e as distribuidores ganhariam de acordo com um "share" que tivessem desse consumo global. Projeções indicam que os ganhos podem não ser tão altos como são hoje inicialmente, mas que esse seria um modelo viável e creio que de ótima aceitação, com o tempo possivelmente superando o que temos hoje em termos de ganhos para os artistas assim como os responsáveis pela distribuição. Talvez algum esquema funcionando da mesma forma para conteúdo em vídeo e texto também seja viável.
De um jeito ou de outro, seja como for o novo modelo que evoluirá da situação que temos hoje, o que é certo é que o paraíso que existia antes para a indústria de distribuição de conteúdo nunca mais voltará a existir. Os downloads vieram para ficar, e, de novo, em vez de lutar contra a maré, o que é contraproducente, os estúdios/distribuidoras deveriam pensar em como explorar os novos veículos, ou então mudar de negócio. Chorar certamente não irá ajudar.
Ops... Por "EEF" quis dizer "EFF", ou Electronic Frontier Foundation.
O exemplo de Michael Moore,
Em 2004 quando ele soube que seus filmes eram copiados na internet ele declarou que não se importava, desde que as pessoas não lucrassem com seu trabalho.
UM VISIONÁRIO.
A produtora em respeito à sua opinião nada fez para evitar o compartilhamento.
Ele perdeu por causa disto?
De forma alguma. Seus livros estiveram entre os mais vendidos. E seu documentário "Fahrenheit 9/11" esteve entre os mais vistos.
É um contra exemplo que derruba algumas teorias. Aí está.
E as fontes estão aí:
http://portal.softwarelivre.org/news/9646
http://info.abril.com.br/aberto/infonews/072004/06072004-4.shl
http://noticias.uol.com.br/ultnot/2007/05/18/ult1817u6263.jhtm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Michael_Moore
http://vermelho.org.br/diario/2003/1023/michael_moore.htm
http://www.biquini.com.br/blog/?tag=michael-moore
O tal "Amigo" está basicamente correto na afirmações que faz. Afinal, ele tem o status quo ao seu lado. Assim como um inquisidor tinha a lei ao seu lado quando torturava hereges. O que ele não percebe é que o que os valores que ele utiliza como defesa de seus pontos de vista são em essência arbitrários, e precisam mudar conforme as sociedades onde eles são criados também mudam. Não é só porque algo foi de tal jeito até o momento que deveria continuar assim. O movimento pela busca de conteúdo cultural com mais qualidade e diversidade nas opções é real e mais do que uma atividade ilegal, reflete uma necessidade real que apenas não era levada a efeito porque não havia tecnologia que o permitisse. A questão é que estamos num período de transição, e em vez de caçar inutilmente aqueles que encabeçam tal movimento, as empresas precisam se reinventar e adequar a essa nova sociedade. Não porque é legal ou ilegal, mas porque o movimento é legítimo no sentido em que não é passível de ser refreado. É uma batalha que as distribuidoras não têm como ganhar. Ou elas aprendem a ganhar com esse movimento, ou serão substituídas por outras que o farão. As necessidades não são supérfluas só porque não ocupam a base da pirâmide de Marlow. As leis são arbitrárias, mas as necessidades são reais, mesmo que apenas por cultura. Com relação a um possível prejuízo econômico que o file sharing causaria, ainda há muito o que discutir - há quem defenda, e não sem motivos, que ele tem trazido benefícios inclusive à indústria "oficial", seja por aumentar a competição e demandar mais eficiência, ou por possibilitar maior alcance aqueles que não tem como bancar os veículos "oficiais".
Não entendo o que este FDP do caralho tem que colocar o dedo nas legendas os seriados passam na TV internaciona e o pessoal tradus e deixa disponível pra gente baixar e não cobra nada, alguém tá pirateando?? e se eu do estiver gravando no meu DVD ou Video Cassete um programa da TV aqui no brasil pra assistir depois também tô pirateando?? Não tem lógica!!!!
mjs
Os cabeças brancas não entendem que na internet não existem regras.....pelo menos vejo muitas coisas desse modo...
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